segunda-feira, 31 de março de 2008

Nietzsche e o Cinema.

Desde pequeno assisto aquele grande clássico 2001 - Uma Odisséia no Espaço. Na época, eu devia ter por volta de 9 anos ou um pouco mais claro que não compreendi praticamente nada. Feliz então as pessoas que sempre acompanham as obras através do tempo para que numa época adequada consiga finalmente alcançar o significado das mesmas.
No caso de 2001 fica evidente a homenagem que Stanley Kubric fez a Nietzsche não só por ter escolhido como tema musical Also Sprach Zarathustra que é um poema sinfônico composto por Richard Strauss em 1896 baseado no livro Also sprach Zarathustra de Friedrich Nietzsche. A seção de abertura "Dawn" (amanhecer) é usada três vezes, a mais famosa sendo na sequência de abertura do filme. Observem o momento exato em que o homem descobre o que ele pode fazer com o pedaço de osso, o simbilismo da cena. Através da força, domínio ele irá evoluir. É a "ponte entre o macaco e o além homem". Na hora da evolução a música toca. Nietzsche estava nesta cena o tempo todo. Acredito, ouso até afirmar que ele esteja no filme inteiro se pararmos para analisar. Porém se ainda assim ninguém concordar comigo, não importa, pois segundo as palavras do próprio Nietzsche "Não existe fato e sim a interpretação".

Conheçam os Mestres do Pensamento

"Sou o mestre da minha vida". Bom de fato somos mesmo. Não foi Krishnamurti (foto ao lado) quem mesmo disse isso? “Pois cada um é seu próprio mestre e discípulo.” Porém como falei anteriormente temos influências para muitas vezes melhorar nossa vida. Partimos do exemplo de alguém e o trazemos para o nosso interior e isso se refletirá ao longo do caminho da vida, como no trabalho, no relacionamento íntimo, com os amigos e família. Lembro então o primeiro livro que li de Nietzsche: Ecce Homo. Confesso que a princípio não compreendi muito bem, mas afinal Nietzsche realmente é um pouco complicado para iniciantes, porém fui em frente e vi então o quanto meu pensamento se parecia com o dele, como minha visão tinha tanto a ver com a dele com algumas excessões é claro, mas ainda assim algo que 70%. Afirmo que compreendê-lo poderá mudá-lo para sempre.






Portanto segue abaixo uma lista de suas obras na ordem em que foram compostas:
· O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (Die Geburt der Tragödie aus dem Geiste der Musik, 1872); reeditado em 1886 com o título "O Nascimento da Tragédia, ou helenismo e pessimismo" (Die Geburt der Tragödie, Oder: Griechentum und Pessimismus) e com um prefácio autocrítico. — Contra a concepção dos séculos XVIII e XIX, que tomavam a cultura grega como epítome da simplicidade, da calma e da serena racionalidade, Nietzsche, então influenciado pelo romantismo, interpreta a cultura clássica grega como um embate de impulsos contrários: o dionisíaco, ligado à exarcebação dos sentidos, à embriaguez extática e mística e à supremacia amoral dos instintos, cuja figura é Dionísio, deus do vinho, da dança e da música, e o apolíneo, face ligada à perfeição, à medida das formas e das ações, à palavra e ao pensamento humanos (logos), representada pelo deus Apolo. Segundo Nietzsche, a vitalidade da cultura e do homem grego, atestadas pelo surgimento da tragédia, deveu-se ao desenvolvimento de ambas as forças, e o adoecimento da mesma sobreveio ao advento do homem racional, cuja marca é a figura de Sócrates, que pôs fim à afirmação do homem trágico e desencaminhou a cultura ocidental, que acabou vítima do cristianismo durante séculos.
· A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos (Philosophie im tragischen Zeitalter der Griechen - provavelmente os textos que o compõem remontam a 1873 - publicado postumamente). Trata-se de um livro deixado incompleto, mas que se sabe ter sido intenção de Nietzsche publicar. Trata-se, no fundo, de um escrito ainda filológico mas já de matriz filosófica disfarçada por uma pretensa intenção histórica. Considera os casos gregos de Tales, Anaximandro, Heráclito, Parmênides e Anaxágoras sob uma perspectiva inovadora e interpretativa, relevadora da filosofia que é de Nietzsche.
· Ensaio Sobre a Verdade e a Mentira em Sentido Extramoral (Über Wahrheit und Lüge im außermoralischen Sinn, 1873 - publicado postumamente; edição brasileira, 2008). — No qual afirma que aquilo que consideramos verdade é mera “armadura de metáforas, metonímias e antropomorfismos”. Apesar de póstumo é considerado por estudiosos como elemento-chave de seu pensamento.
· Considerações Extemporâneas ou Considerações Intempestivas (Unzeitgemässe Betrachtungen, 1873 a 1876). — Série de quatro artigos (dos treze planejados) que criticam a cultura européia e alemã da época de um ponto de vista anti-moderno, e anti-histórico, de crítica à modernidade.
o David Strauss, o confessor e o escritor (David Strauss, der Bekenner und der Schriftsteller, 1873) no qual, ao atacar a idéia proposta por David Strauss de uma "nova fé" baseada no desvendamento científico do mundo, afirma que o princípio da vida é mais importante que o do conhecimento, que a busca de conhecimento (posteriormente discutida no conceito de vontade de verdade) deve servir aos interesses da vida;
o Dos usos e desvantagens da história para a vida (Vom Nutzen und Nachteil der Historie für das Leben, 1874);
o Schopenhauer como educador (Schopenhauer als Erzieher, 1874);
o
Richard Wagner em Bayreuth (Richard Wagner in Bayreuth, 1876).
· Humano, Demasiado Humano, um livro para espíritos livres (Menschliches, Allzumenschliches, Ein Buch für freie Geister, verão final publicada em 1886); primeira parte originalmente publicada em 1878, complementada com Opiniões e Máximas (Vermischte Meinungen und Sprüche, 1879) e com O andarilho e sua sombra ou O viajante e sua sombra (Der Wanderer und sein Schatten, 1880). — Primeiro de estilo aforismático do autor.
· Aurora, reflexões sobre preconceitos morais (Morgenröte. Gedanken über die moralischen Vorurteile, 1881). — A compreensão hedonística das razões da ação humana e da moral são aqui substituídas, pela primeira vez, pela idéia de poder, sensação de poder, início das reflexões sobre a vontade de poder, que só seriam explicitadas em Assim Falou Zaratustra.
· A Gaia Ciência — ou Alegre Sabedoria, ou Ciência Gaiata — (Die fröhliche Wissenschaft, 1882). — No terceiro capítulo deste livro é lançada o famoso diagnóstico nietzschiano: “Deus está morto. Deus continua morto. E fomos nós que o matamos”, proferido pelo Homem Louco em meio aos mercadores ímpios (§125). No penúltimo parágrafo surge a idéia de eterno retorno. E no último, aparece Zaratustra, o criador da moral corporificada do Bem e do Mal que, como personagem na obra posterior, finalmente superará sua própria criação e anunciará o advento de um novo homem, um além-do-homem.
· Assim Falou Zaratustra, Um Livro Para Todos e Para Ninguém (Also Sprach Zarathustra, Ein Buch für Alle und Keinen, 1883-85).

· Além do Bem e do Mal, prelúdio a uma filosofia do futuro (Jenseits von Gut und Böse. Vorspiel einer Philosophie der Zukunft, 1886). Neste livro denso são expostos os conceitos de vontade de poder, a natureza da realidade considerada de dentro dela mesma, sem apelar a ilusórias instâncias transcendentes, perspectivismo e outras noções importantes do pensador. Critica demolidoramente as filosofias metafísicas em todas as suas formas, e fala da criação de valores como prerrogativa nobre que deve ser posta em prática por uma nova espécie de filósofos.
· Genealogia da Moral, uma polêmica (Zur Genealogie der Moral, Eine Streitschrift, 1887). Complementar ao anterior — como que sua parte prática, aplicada — este livro desvenda o surgimento e o real significado de nossos corriqueiros juízos de valor.
· O Crepúsculo dos Ídolos, ou Como filosofar com o martelo (Götzen-Dämmerung, oder Wie man mit dem Hammer philosophiert, agosto-setembro 1888). Obra onde dilacera as crenças, os ídolos (ideais ou autores do cânone filosófico), e analisa toda a gênese da culpa no ser humano.
· O Caso Wagner, um problema para músicos (Der Fall Wagner, Ein Musikanten-Problem, maio-agosto 1888).
· O Anticristo(Der Antichrist. Fluch auf das Christentum, setembro 1888). — Contra o Cristianismo ou o Anti-cristão seriam traduções possíveis para esta obra. Apesar de apontar Cristo, mesmo em sua concepção “própria”, como sintoma de uma decadência análoga à que possibilitou o surgimento do Budismo, nesta obra Nietzsche dirige suas críticas mais agudas a Paulo de Tarso, o codificador do cristianismo e fundador da Igreja. Acusa-o de deturpar o ensinamento de seu mestre — pregador da salvação no agora deste mundo, realizada nele mesmo e não em promessas de um Além — forjando o mundo de Deus como a cima e além deste mundo. "O único cristão morreu na cruz", como diz no livro que seria o início de uma obra maior a que deu sucessivamente os títulos de Vontade de Poder e Transmutação de Todos os Valores: uma grande composição sinótica da qual restam apenas meras peças (O Anticristo, O Crepúsculo dos Ídolos e o Nietzsche contra Wagner) não menos brilhantes que a restante obra.
· Ecce Homo, como se tornar aquilo que é (Ecce Homo, Wie man wird, was man ist, outubro-novembro 1888). — Uma autobi(bli)ografia, onde Nietzsche, ciente de sua importância e acometido por delírios de grandeza, acha necessário, antes de expor ao mundo a sua obra definitiva (jamais concluída), dizer quem ele é, por que escreve o que escreve e por que “é um destino”. Comenta as suas obras então publicadas. Oferece uma consideração sobre o significado de Zaratustra. E por fim, dizendo saber o que o espera, anuncia o apocalipse: “Conheço minha sina. Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo — de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciências, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, requerido. (…) Tenho um medo pavoroso de que um dia me declarem santo: perceberão que publico este livro antes, ele deve evitar que se cometam abusos comigo. (…) Pois quando a verdade sair em luta contra a mentira de milênios, teremos comoções, um espasmo de terremoto, um deslocamento de montes e vales como jamais foi sonhado. A noção de política estará então completamente dissolvida em uma guerra de espíritos, todas as formações de poder da velha sociedade terão explodido pelos ares — todas se baseiam inteiramente na mentira: haverá guerras como ainda não houve sobre a Terra.” (Porque sou um destino §1, trad. Paulo César Souza)
· Nietzsche contra Wagner (Nietzsche contra Wagner, Aktenstücke eines Psychologen, dezembro 1888).

Por quê Cinema, Filosofia e Cultura.


Essas três palavras estão atualmente associadas. Eu poderia ter começado por Filosofia, uma vez que de todas, essa seja a fundamental para o restante mas, como não sigo exatamente certos conceitos, quebro já aqui um deles.


O mais importante é que saibam que aqui poderão encontrar os três assuntos sempre atualizados e publicados. Eu mesmo já tentei fazer outros blogs e sites e não tive tempo para terminar em virtude de outros compromissos, mas desta vez tentarei ir até o fim sempre mantendo todos informados sobre tudo o que se refere ao título deste blog. Você poderá encontrar por exemplo não só detalhes de qualquer filme, mas especialmente os mais raros, cults, interpretações sobre os mesmos, comparações e influências filosóficas nas obras da Sétima Arte.


A tudo isso resume-se então finalmente a uma palavra: Cultura. Claro que vocês já tinham percebido isso mas não custa nada deixar bem óbvio para os novatos de plantão.
Como não podia deixar passar, esse Blog tem que ter os principais mestres da minha vida, isto é, os mestre que exercem grande influência no meu pensamento, meu modo de viver. Claro que penso por mim mesmo, porém quem já não se sentiu inspirado a seguir alguém que se destacou e muito sobre algo que lhe é extremamente importante? Portanto, Nietzsche, o maior filósofo de todos os tempos não poderia jamais deixar que estar junto a um trabalho meu. Postarei a seguir um pouquinho de sua vida e sua bibliografia para que o conheçam melhor.